SOMOS TODOS DEFENSORES DE RAFAEL BRAGA

Jovem, negro, pobre, catador de latinhas e morador da Vila Cruzeiro,
Rafael Braga foi o único condenado no contexto das manifestações de 2013 - mesmo sem ter participado delas - por portar uma garrafa de pinho sol e água sanitária.

Em janeiro deste ano, a caminho da padaria na favela onde morava, foi novamente preso a partir de um flagrante forjado, de acordo com testemunhas, e acusado de associação e tráfico de drogas, mesmo estando sob vigilância. Hoje, Rafael aguarda mais um julgamento, podendo ser condenado por  um crime hediondo com base, apenas, na palavra do policial que o prendeu.  

A série de absurdos do caso de Rafael o tornam emblemático por expor a injustiça e a seletividade racista e classista do sistema penal brasileiro.

Mostrar publicamente que somos contrários às arbitrariedades sofridas por Rafael Braga é evitar que este ciclo de injustiças, viola
ção e privação de direitos se repita com outras gerações de jovens negros e moradores de periferias. Por isso, é fundamental que cada vez mais pessoas saibam dessa história e sua luta por liberdade e justiça ganhe força.  

Fortaleça a defesa de Rafael Braga

12900 defensores de Rafael


Um laudo tendencioso e contraditório da Polícia Civil sobre a prisão de Rafael, em 2013, afirmou que Rafael portava instrumentos com a intenção de criar um coquetel molotov. O próprio laudo, porém, reconhece que o líquido encontrado não era explosivo e que as garrafas eram feitas de plástico. Mais uma irresponsabilidade cometida pelas autoridades no caso.

Para piorar, o material encontrado foi destruído sem ordem do juiz, impedindo uma revisão da perícia.




Na última vez que foi preso, em janeiro deste ano, toda a acusação foi baseada apenas na palavra do policial que o prendeu, mesmo havendo uma testemunha que desmente o policial e afirma que o flagrante teria sido forjado. 

Isso só pôde acontecer porque a Súmula 70, uma diretriz da cúpula do Tribunal de Justiça do estado do Rio de Janeiro, dá total poder à palavra dos policiais no momento do julgamento.