SOMOS TODOS DEFENSORES DE RAFAEL BRAGA

Jovem, negro, pobre, catador de latinhas e morador da Vila Cruzeiro, Rafael Braga foi o único condenado no contexto das manifestações de 2013 - mesmo sem ter participado delas - por portar pinho sol e água sanitária.

Em janeiro deste ano, a caminho da padaria na favela onde morava, foi novamente preso a partir de um flagrante forjado, de acordo com testemunhas, e acusado de associação e tráfico de drogas, mesmo estando sob vigilância. Na calada da noite, às vésperas do feriado de 21 de abril, Rafael foi condenado a 11 anos de prisão. 

A série de absurdos do caso de Rafael não param por aí: o juiz que o condenou levou em consideração apenas os depoimentos contraditórios dos policiais que o prenderam. Além disso, foi negado a ele o direito à ampla defesa: o juiz negou o pedido de acesso à câmera da viatura policial que o levou à delegacia e ao GPS da tornozeleira - provas que poderiam ter mudado o rumo do julgamento e comprovado sua inocência.

A defesa de Rafael irá recorrer da decisão, por isso precisamos unir nossas forças e continuar a mobilização pela liberdade de Rafael e conseguir reverter essa injustiça. Inscreva-se agora para ser alertado dos próximos passos!  

Fortaleça a defesa de Rafael Braga

18219 defensores de Rafael


Um laudo tendencioso e contraditório da Polícia Civil sobre a prisão de Rafael, em 2013, afirmou que Rafael portava instrumentos com a intenção de criar um coquetel molotov. O próprio laudo, porém, reconhece que o líquido encontrado não era explosivo e que as garrafas eram feitas de plástico. Mais uma irresponsabilidade cometida pelas autoridades no caso.

Para piorar, o material encontrado foi destruído sem ordem do juiz, impedindo uma revisão da perícia.




Na última vez que foi preso, em janeiro deste ano, toda a acusação foi baseada apenas na palavra do policial que o prendeu, mesmo havendo uma testemunha que desmente o policial e afirma que o flagrante teria sido forjado. 

Isso só pôde acontecer porque a Súmula 70, uma diretriz da cúpula do Tribunal de Justiça do estado do Rio de Janeiro, dá total poder à palavra dos policiais no momento do julgamento.